Stress Crônico e Burnout

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Stress Crônico e Burnout – Quando você não aguenta mais

Stress Crônico e Burnout – Quando você não aguenta mais

Quando o cansaço é demasiado, a tal ponto que nem mais repousar ou tirar férias resolve, é preciso atenção. Pode não se tratar mais de apenas uma crise de stress. A “Síndrome do Esgotamento” ou Burnout é a etapa final de um processo longo de stress crônico, que pode prejudicar intensamente o desempenho no trabalho, nível de energia, capacidade de concentração, foco e memória.

A sobrecarga de trabalho é um dos principais fatores que levam ao esgotamento. Infelizmente, a Síndrome de Burnout com frequência afeta justamente as pessoas mais dedicadas, ambiciosas e pró-ativas. Pois são estas que mais facilmente chamam responsabilidades para si, aquelas que querem fazer e acontecer.

Num primeiro momento, justamente devido ao perfil mais realizador, há uma intensa mobilização dos recursos pessoais – energia física, tempo, foco, todos concentrados naquilo que se quer alcançar.

Trabalhar com prazos apertados para produzir mais, perfeccionismo, não delegar por acreditar que se pode fazer melhor e mais rápido, aceitar e fazer cobranças desproporcionais, traçar metas improváveis, poucas capacidades de afirmação positiva e assertividade – todos estes são fatores que podem levar ao stress crônico – Burnout. Pois, se não há um movimento compensatório para recuperar o equilíbrio e restaurar as energias, com o tempo os próprios sistemas corporais, fisiológicos e também psíquicos entram num estágio de risco para o esgotamento.

A tradução da palavra BURNOUT (do inglês) significa “queimar até o fim”, até não sobrar mais nada além de cinzas. É uma ótima metáfora para o que acontece com o corpo e a mente: todos os recursos são consumidos, até que não se ter mais de onde tirar energia.

Como a Síndrome de Burnout se manifesta

Muitas vezes, o aparecimento dos sintomas é repentino. A pessoa pode sentir que até pouco tempo atrás ainda dava conta das demandas, mesmo que já reconhecesse o cansaço e a sobrecarga. Usualmente, há um evento detonador – seja uma frustração, como não alcançar uma promoção ou bater uma meta, seja algo mais subjetivo, como receber uma crítica.

Os sintomas são variáveis, tanto físicos como emocionais. Pode ocorrer taquicardia, respiração rápida e curta, dor no peito, amortecimento e tremores nas mãos, zumbido nos ouvidos, sensação de estar “fora do ar”, até mesmo náuseas e vômitos. O funcionamento mental e emocional também são afetados, alternando mudanças súbitas de humor, ansiedade e desmotivação.

Duas características do Burnout são muito sofridas: a dificuldade de concentrar, manter o foco e a percepção de piora intensa da memória. Isto faz com a pessoa tente se esforçar ainda mais, justamente no momento em que ela não tem mais recursos.

Tratamento do Burnout

A primeira reação é tentar descansar, tirar umas férias. Contudo, quando se chega neste ponto, apenas tirar uns dias de folga não funciona mais. O próprio corpo se esgotou, perdeu suas capacidades de auto-regeneração. Por isto é uma queixa frequente a pessoa tentar dormir, diminuir a carga de trabalho mas ainda assim não conseguir sentir repousado, com as energias renovadas.

Uma parte importante da recuperação é a aceitação que é preciso dar tempo ao corpo, que não adianta tentar forçar ou acelerar o processo. Alimentação, exercícios, cuidados com o corpo, desacelerar e despressurizar são essenciais. A natureza seguirá seu curso e fará o resto.

Como o Burnout é fruto de um processo de longo prazo, físico, emocional e comportamental, sua superação demandará também mudanças na forma de olhar para o mundo, para o trabalho e para as relações. Por isto tratamentos complementares como Psicoterapia ou Coaching são tão importantes, tanto para a aceitação e adesão durante a fase de recuperação quanto para a prevenção de recaída e melhora da qualidade de vida no longo prazo.